Arquivo | 20:24

Sonhos de Plástico? Segunda Parte

5 jun

Gurias, aí vão as fotos da Joy descascada. Como eu previa, o esmalte não foi suficiente para conter o estrago, e acabou caindo a tinta mesmo.

Olhem as fotos:

Dá para perceber que não está só descascando perto da “aba” do cadarço, bem como o preto já começa a aparecer no detalhe frontal…

Bem, era isso.

Beijos again.

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Sonhos de Plástico?

5 jun

Esses dias eu mostrei aqui, toda faceira, a minha mais nova aquisição da Et Circenses, né? Esperei tanto por ela até que, finalmente, consegui comprar minha tão sonhada Joy bicolor.

Pois é. Como dizem os pessimistas, alegria de pobre (ou melhor, de melisseira) dura pouco. Todo mundo sabe que a qualidade da Grendene deixa – e muito – a desejar. Já não é de hoje que ouvimos reclamações sobre os nossos tão amados produtos de plástico, e, não sei se é impressão minha, mas parece que a insatisfação cresce cada vez mais.

Também pudera, enquanto o preço cresce em progressão geométrica, a qualidade vai, a passos lentos, no ritmo da progressão aritmética. É aquela coisa, se toca no bolso, o buraco vai ficando mais embaixo.

Então, a Joy. Voltando à nossa protagonista. Usei ela duas vezes, que, se somadas as horas de uso, não deve ultrapassar de umas 7 horas no pé. Não sou daquelas pessoas extremamente paranóicas que guardam suas melissas em redomas de vidro, mas também não saio chutando pedra por aí.

Cuido delas com carinho e atenção, mas veja, dou todo afeto que um SAPATO merece. Uso com moderação e lavo-as com bastante cuidado para não estragar.

Mas eis que, quando fui tirá-la dos pés neste segundo dia de uso, me deparo com uma desagradável surpresa. A minha tão sonhada Joy tinha começado a descascar. Eu, que ainda esperei a segunda leva do produto para adquirí-la, já que sabemos – sim, inacreditavelmente, nós sabemos – que a primeira é mais suscetível a “problemas técnicos”, digamos assim.

Se trata, por enquanto, de um descascamento pequeno, pois ví a tempo de dar uma “engambelada” com esmalte branco, tentando conter o estrago. Mas o esmalte não vai segurar por muito tempo. E eu não deveria precisar usá-lo.

Dirão vocês: troque por outra! Sim, eu poderia trocar. Poderia substituí-la inúmeras vezes, até que viesse perfeita. Mas as Joys sumiram do mercado. E a palavra perfeição infelizmente não parece fazer parte do dicionário da Grendene.

Tudo bem. Já me contentaria com outra. Qualidade. E mais outra: respeito. Respeito com a consumidora que, muitas vezes, deixa metade do seu salário em lojas que vendem plástico. Não discordo que as Melissas estão melhores do que há 5 anos atrás, mas penso que ainda não é o bastante. Queremos mais. Não queremos o mundo, mas apenas as ferramentas  suficientes para tentarmos transformá-lo.

Este era meu desabafo. Para que todos saibam que sim, nós amamos Melissa. Mas que não somos umas inúteis e descerebradas. Não. Nós não engolimos tudo goela abaixo. Falando por mim, posso dizer que meu consumo de sonhos de plástico diminuiu bastante.

Certamente, não cessou. Seria hipócrita em dizer que nunca mais vou comprar Melissas. Mas hoje já presto muito mais atenção no acabamento dos produtos, bem como em sua confortabilidade. Ainda mais com esse aumento apoteótico dos preços.

Porque, ao contrário do que dizem por aí, não, eu não saio com algo descascando e com os pés sangrando “só porque é Melissa”.

Beijos.