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Rosa Mosqueta e Gabriel García Márquez

19 jul

Bom dia! No Rio Grande do Sul precisamos construir uma arca de Noé (sem o Noé, claro). 😛

O esmalte da semana é da coleção NutriVerniz da Colorama, cor Rosa Mosqueta. Eu nem vou falar muito da cor em sí – que como vocês podem ver, é linda, mas não é nenhuma novidade extraordinária – mas da qualidade deste esmalte.

Embora eu tenha usado duas mãos para garantir maior cobertura, a cor já é bastante sólida na primeira camada, evitando assim aquele sanduíche de esmalte. Além disso, o pincel é ótimo, facilita bastante a aplicação! ADOREI.

Segundo o fabricante, este produto não só colore como trata as unhas. Isso eu ainda não sei dizer, não posso dar o veredicto, mas parece algo bom, hein? 😀

E a dica de livro para este dia chuvoso – pelo menos por aqui –  é o Memória de Minhas Putas Tristes, de Gabriel García Márquez.

A história é narrada por seu protagonista, um homem que, em seu aniversário de 90 anos resolve se presentear com  uma noite de amor ao lado de uma adolescente virgem.

No entanto, quando o ancião entra nos aposentos da moça, e depara-se com ela adormecida, é assolado por um sentimento que somente tinha ouvido falar, mas não reconhecia seu verdadeiro significado – o amor.

É um livro belíssimo, que nos faz pensar sobre como este sentimento realmente não tem idade para acontecer. Vou deixá-@s com um trecho do livro, absolutamente instigante:

“Desde então comecei a medir a vida não pelos anos, mas pelas décadas. A dos cinqüenta havia sido decisiva porque tomei consciência de que quase todo mundo era mais moço que eu. A dos sessenta foi a mais intensa pela suspeita de que já não me sobrava tempo para em enganar. A dos setenta foi temível por uma certa possibilidade de que fosse a última. Ainda assim, quando despertei vivo na primeira manhã de meus noventa anos na cama feliz de Delgadina, me atravessou uma ideia complacente de que a vida não fosse algo que transcorre como o rio revolto de Heráclito, mas uma ocasião única de dar a volta na grelha e continuar assando-se do outro lado por noventa anos a mais”.

Beijos, e boas leituras!